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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ainda não é possível saber os danos que o Progress M-27M poderá causar ao cair

O foguete russo Progress M-27M está caindo de maneira descontrolada em direção à Terra e não se sabe os danos que ele poderá causar ao cair, informaram fontes da indústria espacial à agência de notícias russa "Interfax" nesta quarta-feira (29).
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Lançada nesta terça-feira (28), a nave possui 2,5 toneladas em suprimentos e deveria ter chegado seis horas após seu lançamento na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Ela serviria para abastecer os seis tripulantes da ISS. A Progress está girando em seu próprio eixo e será destruída ao chegar na atmosfera.
Ainda de acordo com a agência, a queda dos detritos deve ocorrer "entre os dias 7 e 11 de maio" em local não identificado. Os operadores russos tentaram fazer contato por duas vezes com o foguete, mas não conseguiram reassumir o controle da nave. O custo estimado do equipamento é de US$ 90 milhões e não há informações oficiais sobre qual defeito ele apresentou.
A próxima viagem com suprimentos para os astronautas está programada apenas para o dia 8 de agosto, mas fontes garantem que há alimentação e combustível suficientes para manter a equipe de especialistas no espaço.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Primeiro sistema de anéis descoberto em torno de um asteroide

Chariklo tem dois anéis

26 de Março de 2014
Observações obtidas em diversos locais da América do Sul, incluindo o Observatório de La Silla do ESO, levaram à descoberta surpreendente de que o asteroide distante Chariklo se encontra rodeado por dois anéis densos e estreitos. Este é o menor objeto já descoberto com anéis, e apenas o quinto corpo no Sistema Solar - depois dos planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - com esta caraterística. A origem dos anéis permanece um mistério, no entanto pensa-se que podem ser o resultado de uma colisão que criou um disco de detritos. Os novos resultados serão publicados online na revista Nature em 26 de março de 2014.
Além dos anéis de Saturno, que são um dos mais bonitos espetáculos no céu, outros anéis, menos proeminentes, também foram encontrados em torno dos outros planetas gigantes. Apesar de buscas cuidadosas, nunca se encontraram anéis em volta de outros objetos menores do Sistema Solar. Agora, observações do longínquo asteroide Chariklo [2], feitas quando este passava em frente a uma estrela, mostraram que ele também se encontra rodeado por dois anéis estreitos.

Não estávamos à procura de anéis, nem pensávamos que pequenos corpos como o Chariklo os poderiam ter, por isso esta descoberta - e a quantidade extraordinária de detalhes que obtivemos do sistema - foi para nós uma grande surpresa!”, diz Felipe Braga-Ribas (Observatório Nacional/MCTI, Rio de Janeiro, Brasil), que preparou a campanha de observações e é o autor principal do novo artigo científico que descreve estes resultados.

Chariklo é o maior membro de uma classe de objetos conhecidos por Centauros [3], que orbitam o Sol entre Saturno e Urano, no Sistema Solar externo. Previsões da sua órbita mostraram que passaria em frente da estrela UCAC4 248-108672 no dia 3 de junho de 2013, quando observado a partir da América do Sul [4]. Assim, com o auxílio de telescópios em sete sítios diferentes, incluindo o telescópio dinamarquês de 1,54 metros e o telescópio TRAPPIST, ambos situados no Observatório de La Silla do ESO, no Chile [5], os astrônomos puderam observar a estrela desaparecer durante alguns segundos, momento em que a sua luz foi bloqueada pelo Chariklo - num fenômeno conhecido por ocultação [6].

No entanto, eles acabaram descobrindo muito mais do que esperavam. Alguns segundos antes, e também alguns segundos depois, da ocultação principal ainda houveram duas quedas de luz, ligeiras e muito curtas, no brilho aparente da estrela [7]. Algo em torno de Chariklo estava bloqueando a luz! Ao comparar as observações feitas nos diversos locais, a equipe pôde reconstruir não apenas a forma e o tamanho do objeto propriamente dito, mas também a espessura, orientação, forma e outras propriedades dos anéis recém descobertos.

A equipe descobriu que o sistema de anéis é composto por dois anéis bastante confinados, com apenas sete e três quilômetros de largura, respectivamente, separados entre si por um espaço vazio de nove quilômetros - e tudo isto em torno de um pequeno objeto com 250 quilômetros de diâmetro que orbita além da órbita de Saturno.

Acho extraordinário pensar que fomos capazes de detectar, não apenas o sistema de anéis, mas também precisar que este sistema é constituído por dois anéis claramente distintos”, acrescenta Uffe Gråe Jørgensen (Instituto Niels Bohr, Universidade de Copenhaga, Dinamarca), integrante da equipe. “Tento imaginar como será estar sobre a superfície deste corpo gelado - tão pequeno que um carro esportivo veloz poderia atingir a velocidade de escape e lançar-se no espaço - e olhar para cima para um sistema de anéis com 20 quilômetros de largura e situado 1000 vezes mais próximo do que a Lua está da Terra”. [8]

Embora muitas questões permaneçam ainda sem resposta, os astrônomos pensam que este tipo de anel deve ter se formado a partir dos restos deixados depois de uma colisão. Os restos teriam ficado confinados como dois estreitos anéis devido à presença de pequenos satélites, que supostamente existirão.

Por isso, além dos anéis, é provável que Chariklo tenha também, pelo menos, um pequeno satélite à espera de ser descoberto”, acrescenta Felipe Braga Ribas.

Os anéis poderão mais tarde dar origem à formação de um pequeno satélite. Tal sequência de eventos, a uma escala muito maior, pode explicar a formação da nossa própria Lua nos primeiros dias do Sistema Solar, assim como a origem de muitos outros satélites em órbita de planetas e asteróides.

Os líderes do projeto deram aos anéis os nomes informais de Oiapoque e Chuí, dois rios que se encontram próximos dos extremos norte e sul do Brasil, respectivamente [9].

Notas


 Todos os objetos que orbitam em torno do Sol e que são muito pequenos, ou seja, que não possuem massa suficiente para que a sua própria gravidade lhes dê uma forma praticamente esférica, são definidos pela União Astronômica Internacional  (IAU) como sendo corpos menores do Sistema Solar. Esta classe inclui atualmente a maioria dos asteroides do Sistema Solar, os objetos próximos da Terra, os asteroides troianos de Marte e Júpiter, a maioria dos Centauros, a maioria dos objetos Trans-Netunianos e os cometas. Informalmente, os termos asteroide e corpo menor são frequentemente usados para indicar a mesma coisa.

Mercúrio tem o campo magnético mais antigo do Sistema Solar



Dados inéditos da nave Messenger revelam que o campo do planeta surgiu há 3,9 bilhões de anos. Essa é uma condição fundamental para a proteção da atmosfera e da vida em planetas


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O campo magnético que rodeia o planeta Mercúrio é, provavelmente, o mais antigo ainda em atividade em toda a galáxia. Ele surgiu há 3,9 bilhões de anos, cerca de 600 milhões de anos depois da formação do planeta, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science. Mercúrio é o único planeta, além da Terra, a apresentar um campo magnético ativo no Sistema Solar. No entanto, os traços mais antigos do nosso não passam de 3,45 bilhões de anos.
Estudos da última década sugerem que o campo de um planeta é uma proteção necessária contra a radiação solar intensa que pode eliminar a atmosfera, evaporar toda a água e acabar com qualquer chance de vida na superfície. Por isso, ele é um importante indício de vida presente ou passada. Algumas evidências indicam que Marte também foi cercado por magnetismo, mas o campo desapareceu há cerca de 4 bilhões de anos.
"Mercúrio é o planeta com o mais longo campo magnético ao menos no Sistema Solar. Ele teve magnetismo há 3,9 bilhões de anos e possui atualmente. Entretanto, ele pode ter sido 'desligado' e 'religado' em algum momento. A explicação mais simples é que ele esteve presente de alguma forma por esse tempo", afirmou ao site de VEJA a astrônoma canadense Catherine Johnson, professora da Universidade British Columbia, no Canadá, e líder do estudo. "É importante notar, contudo, que mesmo assim não há nenhuma evidência de uma atmosfera tão antiga por lá e as condições de sua superfície provavelmente sempre foram inóspitas para qualquer tipo de vida", completou.








terça-feira, 14 de abril de 2015

o universo tem atalhos para se viajar no tempo e no espaço?

Ilustração de "wormhole" (buraco de minhoca), um atalho no universo que permitiria viajar no tempo-espaço

Com falta de água e de energia, excesso de poluição e florestas cada vez mais ameaçadas, a ideia de habitar um outro planeta e começar tudo de novo cai como uma luva. A questão é que, se o ser humano ainda não conseguiu pisar nem em Marte, imagine explorar planetas de outros sistemas solares ou galáxias.

Sem tecnologia disponível para percorrer tamanhas distâncias, a solução seria encontrar um atalho, ou melhor, um "buraco de minhoca", como mostrado no filme "Interestelar", de Christopher Nolan.

"Buracos de minhoca são maneiras especiais de se dobrar o espaço-tempo de forma a conectar dois 'eventos' através de um 'intervalo' menor do que aquele que seria possível em um espaço-tempo plano", explica o físico Cássius Anderson de Melo, professor da Universidade Federal de Alfenas - Campus Poços de Caldas e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Entenda como "evento" tudo o que acontece no Universo, ensina o professor. Já o "intervalo" é uma espécie de distância entre os eventos, mas que leva em conta não apenas a distância espacial entre eles, como também o tempo em que ocorreram.
Para tentar ilustrar a ideia para os leigos, o físico Adilson de Oliveira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sugere que você imagine um tecido esticado, como uma toalha. Pense, então, em dois pontos desenhados em cada uma das extremidades, separados por todo o comprimento do pano.

Imagine que algo extremamente pesado caia no meio do pano. Isso vai provocar uma curvatura naquele "espaço", fazendo o tecido se dobrar como uma folha de jornal. E os pontos, antes nas extremidades, passam a ficar bem próximos um do outro. Com uma agulha grossa, você pode fazer um furo para conectá-los, o que faria do objeto pontiagudo um buraco de minhoca.

Verme de fruta

O nome dado a essa estrutura foi pensado por causa dos vermes das frutas ("worm", em inglês, pode ser traduzido como verme ou minhoca e "hole" significa buraco). Como esses bichos, um eventual viajante no espaço-tempo, em vez de se mover pela "superfície da maçã", pegaria um atalho para o lado oposto por meio de um túnel em seu miolo. É o que fizeram os personagens de "Interestelar" para chegar ao sistema planetário dominado por um buraco negro, chamado Gargântua.

Mesmo quem não assistiu ao filme de Nolan deve saber que ele foi feito em parceria com um pesquisador aposentado do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), Kip Thorne. Basta dizer que Thorne foi um dos maiores estudiosos dos buracos de minhoca, e teve suas pesquisas supervisionadas por John Wheeler, físico que cunhou o nome, em 1957, em analogia aos vermes de frutas.

Albert Einstein, em parceria com outro cientista, chamado Nathan Rosen, chegou a especular sobre algo parecido com o que hoje se chama de buraco de minhoca, mas o tema não chegou a ser desenvolvido.
"Inicialmente, a ideia de Thorne era apenas estudar soluções de simetria cilíndrica; porém, após um telefonema de Carl Sagan, que estava escrevendo um livro de ficção (o famoso 'Contato'), Thorne percebeu que havia uma nova via teórica a ser explorada: como formar buracos de minhoca", conta o professor da Federal de Alfenas.

O fato de Thorne ter ajudado Nolan faz o filme parecer realista, do ponto de vista científico, embora vários "furos" já tenham sido criticados por especialistas, na imprensa. Mas será que buracos de minhoca são mesmo possíveis, ainda que sua existência não tenha sido comprovada?

Pelos conceitos da Física atual, não há nada que proíba essa possibilidade. Já dizer que ela existe é algo bem diferente. "A matéria necessária para isso deveria ter propriedades muito estranhas, como energia negativa, por exemplo", diz Melo.

Graças aos imensos aceleradores de partículas, hoje sabe-se que é possível provocar essa energia negativa muito rapidamente. Manter um buraco a ponto de alguém atravessá-lo é outra história.

Dupla diz que Universo é curvo e contraria teoria consolidada

Um estudo conduzido por uma dupla de cosmólogos, nome dado aos cientistas que se especializam na pesquisa do cosmos, ousa ao contrariar uma teoria consolidada há décadas: a de que o Universo é plano. De acordo com pesquisa feita por Andrew Liddle e Marina Cortês, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, toda a existência do que conhecemos por vida está, na verdade, contida em um ambiente curvo, com formato convexo, semelhante ao de uma ondulação.
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A afirmação dos cientistas é destaque no meio científico e nas páginas da mais recente edição do periódico Physical Review Letters.
Para corroborar sua tese, Liddle e Cortês analisaram evidências compiladas por um equipamento da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) em 2004, que já apontava uma assimetria no Universo.
À época da divulgação dos dados do equipamento, porém, especialistas duvidaram de sua veracidade, acreditando que um outro equipamento que viria a ser lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) traria dados condizentes com um Universo plano. Entretanto, os resultados do equipamento da ESA também apontaram para um modelo curvo.
Ao combinar os dados obtidos pela Nasa aos da ESA, os pesquisadores passaram a afirmar que, sim, o Universo é assimétrico.
Segundo o estudo da dupla, a explicação para isso remeteria ao período que se sucedeu imediatamente após a formação do Big Bang, a grande "explosão" cósmica que deu origem ao Universo.
Neste momento, o Universo teria se expandido em diferentes magnitudes e direções em uma fração de segundo, dando origem ao formato curvo que a dupla alega ter descoberto. Liddle e Cortês se referem a esse período usando um desdobramento de uma teoria chamada "inflação cósmica".

Universo pode não estar se expandindo tão rapidamente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/04/2015
Universo pode não estar se expandindo tão rapidamente
As barras indicam a localização da supernova SN 2011fe - a imagem do observatório Swift image foi colorida artificialmente, com o ultravioleta representado por azul e a emissão óptica por vermelho.[Imagem: NASA/Swift]
Supernovas Tipo Ia
Astrônomos descobriram que as supernovas usadas para medir as grandes distâncias no Universo não são todas do mesmo tipo.
Isto altera o entendimento sobre a velocidade e a aceleração da expansão do Universo, uma vez que toda a teoria atual se fundamenta nessas supernovas, conhecidas como Tipo Ia.
Os novos resultados sugerem que a aceleração da expansão do universo pode não ser tão rápida como se acreditava, o que tem implicações diretas sobre a força hipotética conhecida como energia escura, que seria responsável por essa aceleração.
Aceleração da expansão do Universo
Mas que essa expansão está aumentando de velocidade é algo que só ganhou grande aceitação entre os físicos depois que o Prêmio Nobel de Física de 2011 foi concedido a três pesquisadores que estudaram as supernovas Ia - em 1998 - e perceberam que aquelas mais distantes apresentam um brilho mais fraco do que o esperado.
Mas uma equipe liderada por Peter Milne, da Universidade do Arizona, descobriu agora que nem todas as supernovas Ia são iguais, tendo sido identificados pelo menos dois grupos com características - e brilhos - distintos.
"Existem diferentes populações [de supernovas Ia] lá fora, e elas não foram reconhecidas. A grande hipótese foi de que as supernovas do Tipo Ia são as mesmas conforme você se afasta. Esse não parece ser o caso", disse Milne.
A ideia por trás do raciocínio mais aceito atualmente é que supernovas do Tipo Ia teriam todas o mesmo brilho - todas seriam muito semelhantes depois de explodirem. Assim, a identificação de algumas delas com brilho mais fraco do que o esperado levou à conclusão de que elas estariam se afastando cada vez mais rapidamente. Foi então que surgiu a hipótese da energia escura, para justificar essa aceleração da expansão.
"Como elas têm um brilho mais fraco do que o esperado, isto levou as pessoas a concluírem que elas estão mais longe do que o esperado, e isso, por sua vez, levou à conclusão de que o universo está se expandindo mais rápido do que no passado," acrescentou Milne.
Universo pode não estar se expandindo tão rapidamente
Existem outras teorias para o Universo, algumas delas argumentando que o tempo é uma entidade absoluta e fundamental. [Imagem: Henze/NASA]
Tipos de supernovas
Milne e seus colegas observaram uma grande amostra de supernovas Ia em luz ultravioleta e em luz visível, combinando dados captados pelo telescópio espacial Hubble com outros captados pelotelescópio Swift, que detecta até radiações na faixa dos raios gama.
Os dados mostram que as supernovas Ia variam ligeiramente no sentido do vermelho ou do azul do espectro. As diferenças são sutis na luz visível, que tinha sido usada pelos ganhadores do Nobel, mas tornaram-se evidentes através das observações do Swift na faixa do ultravioleta.
A equipe concluiu que ao menos uma parte da aceleração da expansão do universo pode ser explicada por diferenças de cor entre os dois grupos de supernovas. Isto, por decorrência, exige menos energia escura do que se assume atualmente.
"Estamos propondo que os nossos dados sugerem que pode haver menosenergia escura do que está nos livros didáticos, mas não podemos colocar um número nisso," disse Milne. "Para obter uma resposta final, será necessário fazer todo aquele trabalho novamente, separadamente para a população de [supernovas Ia] vermelhas e azuis."

terça-feira, 3 de março de 2015


A verdadeira cor da via láctea


A 'cor' da Via Láctea é, na verdade, o resultado de um jogo de luz. (Foto: Nasa / via BBC)

A verdadeira cor da Via Láctea, exoplanetas, um observatório voador e a matéria escura estão entre as últimas descobertas da astronomia.
No último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro, especialistas de todo o mundo apresentaram os últimos desenvolvimentos no estudo do cosmos.
Embora não se conheça vida fora da Terra, para os especialistas estamos iniciando uma nova era no que diz respeito ao nosso conhecimento sobre outros planetas.
"O telescópio Kepler e as microlentes gravitacionais estão abrindo uma espécie de nova era para a descoberta dos planetas", diz James Palmer, especialista em ciência da BBC.
Mais planetas são revelados e novas formas de observação e ferramentas acrescentam dados que ajudam a esclarecer, aos poucos, alguns mistérios do espaço. Veja alguns deles.